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O "golpe" contra Bonifácio: o tratamento não foi o mesmo com Dinaldinho


A Câmara de Vereadores de Patos recebeu a denúncia para investigar o prefeito afastado de Patos, Dinaldo Filho e o prefeito interino, Bonifácio Rocha.

Durante a sessão desta quinta-feira, 29, quem utilizou a tribuna da Casa foi o advogado Claudinor Lúcio de Sousa Júnior, que protocolou solicitação para usar a tribuna e levar às denúncias que, segundo ele, podem levar à cassação da chapa. Por diversas vezes, ele foi interrompido pela plateia que gritava “não vai ter golpe” e que em alguns momentos cantaram o hino nacional brasileiro. Para conter o ânimo dos presentes, foi necessário o presidente da Câmara, Sales Júnior, pedir apoio da Polícia Militar que se fez presente até o final da sessão, que finalizou por volta das 22h35.

O advogado Claudinor Lúcio explicou que houve irresponsabilidade por parte do prefeito interino ao utilizar o cartão nutricash para realizar compras diretas e continuadas gerando dano ao município.

Porém, em 12 de junho de 2018, a vereadora Nadigerlane Rodrigues (MDB) protocolou o pedido de afastamento do prefeito de Patos, Dinaldo Filho.

A parlamentar alegava que o tucano teria gasto cerca de R$ 1,6 milhão a mais com os festejos juninos da cidade no ano passado, sem autorização legislativa.

O presidente da Casa, vereador Sales Júnior (PRB) anunciou a decisão de arquivar o pedido em sessão ocorrida em 03 de julho de 2018. Segundo ele, o pedido foi analisado pela procuradoria jurídica da Câmara que chegou a conclusão que não existia fundamentação necessária para dar sequência a tal possibilidade.

O fato é que, no mês seguinte, a 'Operação Cidade Luz', deflagrada em agosto, que identificou uma fraude na iluminação pública do Município de Patos. A investigação já resultou em uma primeira denúncia contra 13 envolvidos e no afastamento do prefeito pelo período de 180 dias.

Já em outubro, o Gaeco e o Ministério Público solicitaram a manutenção do afastamento do prefeito, o que foi deferido nesta quinta-feira (29).

Assim, mesmo passados os 180 dias do primeiro afastamento, ele não poderá retornar ao comando da Prefeitura Municipal de Patos. Conta-se mais 180 dias a partir da data da nova decisão.

O novo pedido de manutenção de afastamento partiu do Ministério Público Estadual com base em nova ação envolvendo o prefeito com relação a investigação do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e da Promotoria de Justiça de Patos que apurou que Dinaldo Medeiros Wanderley Filho, Dinaldinho, seu assessor, Múcio Sátyro Filho, e o administrador de empresa, Fábio Henrique Silveira Nogueira concorreram para a realização de 280 abastecimentos ilegais de veículos particulares, alguns pertencentes a familiares do prefeito, bem como a políticos da região, com combustível custeado pelo erário municipal de Patos-PB. Os fatos ocorreram nos postos da rede Motogás/Mastergás.

A denúncia é decorrente de achados probatórios da 'Operação Cidade Luz'. Após a análise do material apreendido foi identificado que, além do esquema criminoso detalhado na denúncia anterior, Fábio Nogueira, administrador da Mastergás, forneceu combustível para o abastecimento de veículos particulares, inclusive muitos ligados à família de Dinaldinho e que as tratativas foram feitas por intermédio de Múcio Filho.

Ainda de acordo com a investigação, visando quitar dívidas particulares e do Município junto ao Posto Mastergás Ltda, Dinaldinho, Múcio Filho e Fábio Nogueira frustraram, mediante outro expediente (criação de pesadas dívidas com o posto Geraldo Leite da Nóbrega), o caráter competitivo do Pregão Presencial nº 30/2018 com a finalidade de contratar a Motogás Indústria de Compressão e Comércio de Gás Natural Mastergás Ltda como fornecedora de combustível para a Prefeitura de Patos.

PERGUNTAR NÃO OFENDE: O pau que dá em chico, é o mesmo que dá em Francisco ou com Bonifácio será diferente, e de fato está se arquitetando um "golpe"?

Landres Medeiros
com informações do Patos Online, Mais Patos e Portal 40 Graus